Desde que o Metallica lançou seu último disco Death Magnetic em 2008, a banda não parou mais. Além de fazer turnês ocasionalmente, o grupo formado por James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich e Robert Trujillo lançaram uma série de registros de seus shows seja em áudio e/ou vídeo, como o ótimo “Orgulho, Paixão e Glória: Três Noites Na Cidade do México“, além de outros shows como “Français Pour Une Nuit” e “Quebec Magnetic“. Querendo ampliar suas experiências, depois da peculiar parceria com Lou Reed no disco Lulu, a banda se aventura no cinema fazendo ficção e ainda com tecnologia 3D, mas o show, pra variar, é o que interessa mais.

Em “Metallica Through The Never” acompanhamos a jornada de Trip (Dane DeHaan), um jovem assistente (roadie) da banda que, durante os riffs da música Creeping Death, é cobrado para buscar um caminhão contendo algo que os quatro membros viriam a precisar durante o show. No entanto, Trip acaba se deparando com o centro da cidade em um estado caótico a beira de um apocalipse: há carros abandonados, placas com manchas de sangue, policiais confrontando rebeldes e um Cavaleiro com máscara biológica punindo os rebeldes à sua maneira; tudo isso complicando o roadie de alcançar seu destino. Enquanto isso, problemas técnicos ocorrem durante o show causados relacionadamente pela ausência do objeto, mas James e cia., apresentados no início do filme de forma soberba e bad-ass, conseguem segurar o show e fazer todos os espectadores (inclusive os que estão assistindo no cinema) a vibrar e cantar todas as músicas do repertório já conhecido dos fãs. Tamanha a energia da banda que é difícil se segurar e cantar o refrão de Master Of Puppets, por exemplo, isso que a dupla Nothing Else MattersEnter Sandman nem chegou nesse instante.

Roteirizado pela banda e pelo diretor Nimród Antal, a narrativa do filme segue mais a estrutura de videoclipes, tanto é que o personagem principal mal tem falas e seus incidentes (distopicamente surreais) são ofuscados pelas cenas do show que, afinal, é o que o público está mais interessado em assistir. A fotografia 3D não é espetacular, tanto é que muitos planos surgem desfocados e são escassas as vezes em que a tecnologia é bem empregada, sobretudo quando valoriza o palco altamente cenográfico e pirotécnico no meio da arena, com performances espetaculares de One e …And Justice For All, bem além dos concertos que o grupo fez nas últimas edições do Rock in Rio. A resolução do conflito de Trip pode desapontar ou ansiar os fãs para uma vindoura surpresa da banda de heavy metal com uma carreira de mais de 30 anos, mas por ora vale apreciar as músicas (com uma ótima mixagem) nas salas de cinema melhor equipadas em alto e bom som.

 

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