Mais uma vez, vem às telas de cinema uma adaptação de um livro que, durante várias semanas, ficou com a primeira colocação na lista dos mais vendidos na categoria não-ficção do New York Times: “O Céu é de Verdade” (“Heaven is For Real”).

O best seller, escrito pelo pastor Todd Burpo juntamente com Lynn Vincent, traz a história de Colton Burpo, filho de três anos de Todd que, após passar por uma cirurgia, relata sua experiência de ter estado no céu com Jesus e de ter visto anjos, o que faz com que o pastor entre em um conflito entre seus preceitos religiosos e a credibilidade da palavra de seu filho.

Na versão para o cinema, Todd Burpo é interpretado por Greg Kinnear. A rotina dos Burpo centraliza-se na figura do pai provedor – Todd -, esforçado, que se desdobra em vários empregos para manter as contas da casa pagas. Sua esposa Sonja (Kelly Reilley), dona de casa, cuida de seus dois filhos – Colton (Connor Corum) e Cassie (Lane Styles) –  com extrema dedicação. Após o pequeno Colton adoecer e ir para uma mesa de cirurgia às pressas, conta ao pai ter estado no paraíso, fazendo com que os Colton (principalmente na figura do pastor Todd) questionem sua fé.

De início, nota-se que o público alvo da adaptação já se encontra bem delimitado. Talvez quem não se identifique com o cristianismo (protestantismo, para ser mais exata) não consiga adentrar na experiência da família Burpo – o que parece ser o meu caso.

É que a história parece carecer de coesão e lógica. E isso porque o grande questionamento religioso vem em razão de alguém conseguir “provar” mediante uma experiência pessoal a existência do paraíso  – este descrito justamente como pregado pelo pastor. Tudo bem que há a inserção de um encontro espiritual de Colton com outras pessoas já falecidas da família Burpo, o que aparentemente seria o grande conflito para os dogmas evangélicos, pragmaticamente falando, mas o bafafá que se cria na cidade em torno da experiência de Colton é justamente por ter visitado o paraíso. E é isso.

 

 

De outra sorte, os elementos mais técnicos do filme também se apresentam vacilantes. A cena em que Colton aparece rodeado por anjos (com um ar total da série Um anjo em minha vida) só reafirma como a estrutura da direção de Randall Wallace é extremamente convencional e não inova (não que inovar seja um dever em si da direção, mas era o mínimo que se esperava de um filme com um roteiro tão fraco).

Sem mais delongas, da forma mais sintética possível: se você não é evangélico, muito provavelmente vai achar este longa um pé no saco.

Mais informações:

Em Breve | Trailer de “O Céu é de Verdade

Em Breve | “O Céu é de Verdade

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