Depois de fazer sucesso com vários títulos de games levando personagens e filmes consagrados da cultura pop, lançando também os tradicionais sets de brinquedo, era evidente que cedo ou tarde os blocos e bonequinhos amarelos da Lego criados na Dinamarca estreariam nos cinemas, e o resultado é tão incrível que faz jus à canção-tema da aventura.

Emmett (dublado originalmente por Chris Pratt) é um funcionário de uma construção bem-humorado que segue seu cotidiano feliz sempre seguindo as mais diversas instruções impostas, acatando até mesmo o extrapolante preço de um copo de café, mas toda a simpatia e alegria não impede que o rapaz seja solitário e tido como “comum” aos olhos dos outros colegas de trabalho. A jornada do herói logo tomaria um rumo a partir do momento em que Emmett cai acidentalmente num buraco que lhe revela uma arma contra os planos do maligno Sr. Negócios (Will Ferrell), fazendo com que Emmett caia na estrada junto com a habilidosa Megaestilo (Elizabeth Banks) procurando pelo mago Vitruvius (Morgan Freeman) a fim de encontrar uma solução para deter os planos do presidente.

Entre os mais diversos reinos de Lego que os personagens visitam com a bat-ajuda do Batman, passando a receber o apoio de várias figuras conhecidas, seja da História, do cinema ou de desenhos da TV, é impressionante o cuidado que os realizadores tiveram ao detalhar todo o universo de blocos; os personagens possuem desgastes na pintura e no corpo (algo que pode ser justificado numa cena no terceiro ato), há menções aos sets clássicos da marca e, quando os personagens precisam criar ferramentas para se livrarem de enrascadas, sua linha de raciocínio apresenta o número de série de cada peça original (surgindo como legenda ao lado de cada peça), isso sem contar o movimento limitado e travado dos personagens . Entre labaredas de fogo e fumaças criadas por peças, a textura tão verossímil aliada à paleta de cores e a iluminação viva da direção de fotografia faz com que o filme (animado digitalmente) se aproxime de um stop-motion altamente sofisticado, melhor ainda ressaltado em 3D.

 

 

Carregando uma narrativa tipicamente aventuresca e despretensiosa, “Uma Aventura Lego” traz a premissa básica de que o menos preparado e criativo dos seres pode salvar o mundo e que o estímulo a imaginação jamais deve ser negado. Com diálogos expositivos (o que não é de todo o mal, considerando a ingenuidade de Emmett) e bons momentos divertidos entre ações e piadas (algumas infelizmente já expostas nos trailers), se está a nível ou aquém da trilogia “Toy Story“, não importa, o filme é um ótimo programa para todas as gerações e fica o desejo para que suas continuações sejam igualmente bem-humoradas.

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